DIÁRIO DA CLASSE

LUTA PELA EDUCAÇÃO - BEM UNIDOS FAÇAMOS

Nota da Regional IX sobre a situação do CE Erich Walter Heine
NOTA PÚBLICA DA REGIONAL IX DO SEPE/RJ SOBRE O COLÉGIO ESTADUAL ERICH WALTER HEINE E O FIM DE MAIS UMA ILUSÃO DA TKCSA EM SANTA CRUZ

I - O SEPE/RJ (Sindicato Estadual dos profissionais de Educação – RJ) na luta por uma educação pública de qualidade para todos vem informar aos estudantes e comunidade escolar do CE Erich Walter Heine que apóia a denúncia contra a farsa da TKCSA e dos governos que alimentam a ilusão da escola sustentável. Já era previsto o triste fato entre a parceria TKCSA e governo do estado com a suposta “Primeira Escola Verde” construída em Santa Cruz, pois sabemos qual é o verdadeiro interesse político-pedagógico do mercado, das empresas, e dos governos que permitem estas parcerias. Éuma lavagem cerebral ideológica para manter o projeto hegemônico e os filhos da classe trabalhadora como escravos alienados e excluídos.

II - As denúncias sobre os problemas do C.E.Erich Heine que apareceram na imprensa são apenas a revelação mais pública das ilusões alimentadas desde que essa unidade escolar foi inaugurada. Laboratórios foram montados cenograficamente para depois serem desmontados. O autoritarismo e a falta de diálogo da direção com alunos,profissionais de educação e comunidade são patentes.

III - O pior é saber que esta dita “Escola Verde” assim como a obra do Hospital Pedro II foram decididas em conversas feitas na Alemanha com a presidência da TKCSA alemã, utilizando-se de recursos públicos (do povo brasileiro!!!)provenientes de projetos “sociais” de mitigação, com isenções fiscais e financiamentos do BNDES, ou multas recebidas por um processo errôneo. Também se faz necessário desconstruir a ilusão em alunos, pais e profissionais de que essa educação tecnológica corporativa, única e exclusivamente para o mercado (não emancipadora dos trabalhadores e trabalhadoras) garantirá a inserção de seus filhos no mercado de trabalho. Aproveitamos para informar que moradores e pescadores do Porto do Açu, no litoral norte do estado, estão em greve e lutam bravamente contra Eike Batista, assim como os pescadores da Baía de Guanabara lutam contra a Petrobrás.

IV - Desde o início das primeiras obras de fundação da Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA), o SEPE esteve ao lado dos pescadores e moradores do entorno da baía de Sepetiba posicionando-se contra a instalação da Siderúrgica nessa região. Há quatro anos temos denunciado as conseqüências maléficas causadas aos moradores pelo funcionamento dos fornos: despejo de pós nocivos à saúde nas comunidades do entorno; redução e destruição de parte do manguezal que beira a baía de Sepetiba e o Canal São Francisco; aumento de gases produtores do efeito-estufa e da chuva ácida; despejo de resíduos poluentes nas águas dos canais que perfazem a bacia hidrográfica da baía de Sepetiba; redução e proibição da circulação de pescadores no mar onde passam os navios usados pela TKCSA. Infelizmente o que a boa pesquisa revela é uma empresa que produz na realidade mais devastação ambiental do que a ilusão da multiplicidade de empregos.

V - Ao ser multada pelos órgãos de fiscalização de meio ambiente, a TKCSA utiliza a verba das multas para construir escola, reformar praça e outros tipos de pequenos projetos na comunidade prejudicada. Com isso, faz sua propaganda e passa uma imagem de empresa “boazinha” que ajuda os pobres e necessitados, o que é uma farsa. A TKCSA ganhou de graça a área imensa para construir a siderúrgica. Recebeu financiamento de milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) com prazo a perder de vista e praticamente sem juros. É favorecida com renúncias fiscais milionárias pelos governos: de 2007 a 2010 a TKCSA deixou de contribuir com R$ 690.000.000,00 (seiscentos e noventa milhões reais), isso considerando apenas um tipo de contribuição que é o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias). Portanto privou a cidadania fluminense desses recursos, pois governo Sérgio Cabral, deu de presente nesse mesmo período às empresas do estado um total de R$ 50.000.000.000,00 (cinquenta bilhões de reais) de anistia fiscal.

VI - É obrigação dos governos cumprir o que determina a Constituição e propiciar condições da Educação pública de qualidade para todos. A “Escola Verde” era para ser mais um dos poucos “Colégios Modelos”, ou seja, exemplos de excelência estadual na área educacional pública. Ao contrário, hoje o C. E. Erich Heine é a materialização do que não deve ser feito na gestão pública: parcerias público privadas – as famigeradas PPP – onde a maior quantidade do financiamento tem origem nos impostos pagos pela sociedade enquanto a suposta gestão tem parâmetros empresariais privados que sempre socializam o prejuízo e privatizam o lucro. A venda de ilusões é mais um dos descasos do governo em relação à população mais pobre. Os alunos desta unidade escolar fizeram seus protestos exatamente por lutarem para mudar essa situação. Eles querem a educação de qualidade que todos sonhamos para nossos filhos. Não é favor.Somos nós trabalhadores e trabalhadoras que construímos as máquinas, as fábricas e as escolas; plantamos e colhemos os alimentos. Somos nós que aumentamos a geração da riqueza e a produção de empregos. Não são as empresas nem os governos.

Todo apoio à luta dos estudantes e professores da CE Erich W. Heine.

DIREÇÃO DA REGIONAL IX DO SEPE/RJ

Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do RJ
Endereço: Rua Evaristo da Veiga, 55 - 8º andar - Centro - Rio de Janeiro/RJ
Telefone: (21) 2195-0450

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Respostas a este tópico

Venho através deste pequeno comentário, mostrar que nem tudo o que está sendo relatado em tal artigo está correto, são apenas palavras jogadas ao ar ou denúncias infundadas.
Eu, sou um aluno no C.E. Erich Walter Heine, estou cursando o 2° ano, e posso afirmar com plena certeza e exatidão, que realmente, nossa organização, passou por momentos difíceis e de turbulência, porém, o normal, para um colégio que está sendo gerado. Muitas falsas foram levantadas contra nosso colégio, como o de montar cenários de laboratórios, isso nunca aconteceu! Como aluno e observador de cada acontecimento, posso afirmar que isto é uma injúria. E os problemas que existiram realmente não foram citados, isso não dá para entender.
Nossa instituição, passou por maus bocados, problemas eminentes e óbvios de colégios com pouco tempo de atuação.. Porém, o pior, é que, como já citado acima, os problemas mostrados são falsos e inexistentes, e os que realmente nos assolaram, não foram em momento algum citado.
Sabemos que possuímos uma grande responsabilidade, a de mostrar e provar que somos bons alunos e administradores, provar e demonstrar nossa real sustentabilidade. Não me interessa ser o colégio 100 ou 90% sustentável, importa que eu faça a minha parte, que eu cumpra com meus deveres de cidadão e estudante de sustentabilidade. No Erich Walter Heine, aprendemos muito mais que apenas usar de sustentabilidade, aprendemos a sermos visionários, planejadores e controladores de nossa vida em todas as áreas. No lugar de focarem nos problemas e contradições do colégio e sua direção, deveriam investigar mais a fundo, deveriam perguntar o que realmente aconteceu e acontece, para que não haja dissenção ou discórdia.
Bom, para finalizar, venho relatar estar completamente abismado com tamanha informação contida no artigo acima, porém, enquanto tais informações forem falsas ou errôneas, de nada valerá.

Caro Adriano,
o artigo partiu de informações obtidas pelo Sepe - Regional IX, junto a alunos e docentes dessa unidade escolar. Aproveitando a sua informação, solicito que relacione a seu ver os reais problemas e, os que foram citados que inexistem. Tenha certeza que a preocupação principal foi, é e será por uma educação de qualidade em todas as unidades escolares, quer sejam públicas ou privadas.
Abs.

Atendendo a sua solicitação, venho citar os problemas existentes e também os inventados.
Bom, para começar, nunca foi utilizado de cenário em filmagens, o que aconteceu, foi que os materiais que continham no laboratório de química, na realidade não era do colégio, mas de uma empresa que havia emprestado. O colégio Erich Walter Heine, foi bombardeado com denúncias infundadas também como, falta de alimento (apesar de alguns atrasos, nenhum aluno ficou sem almoçar durante todo o ano letivo passado e o presente), foi relatado também que nosso colégio estava com problemas na construção, como rachaduras e buracos no chão (nossa antiga diretora, Terezinha Lauermamn, era competente e responsável, nunca permitiria que assistíssemos aula numa sala imprópria ou com riscos, nunca houve rachaduras ou buracos), no caso do último aparecimento na mídia, o que aconteceu, foi que certos alunos e parte dos professores, tinham problemas pessoas com a Dona Terezinha, por isso se levantaram contra ela usando de mentiras e falsidade, não tendo do que apontá-la, tiveram que inventar e catalogar problemas ao colégio (nem todos os alunos participaram da manifestação, que foi realizada de forma desorganizada e injusta, muitos estavam participando apenas para que pudessem promover a desordem ou ficarem sem a aula).
Já os problemas que realmente existiram e que às vezes nos torna a atormentar, é a falta d'água (por mal instalação da bomba d'água), atraso no almoço, causando a entrada depois da hora nos tempos que ocorrem no horário da tarde, ficamos por um tempo sem alguns professores técnicos, falta de clareza nas informações cedidas pela SEEDUC no que diz respeito a cartões, uniformes.. etc.
Omar Costa, o maior problema é que nem todos os alunos estão dispostos a colaborar, nem todos sabem ouvir ou formar suas próprias opiniões. Não estou aqui mostrando a visão de A ou B , mas a minha própria visão. É disso que alguns de nós alunos do Erich precisamos, personalidade e clareza de ideias.
Agradeço sua preocupação pela educação, nosso país precisa disso!

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